My mad fat diary

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Hoje venho indicar uma série que definitivamente foi a melhor que eu assisti em 2013. Atualmente tem uma temporada com seis episódios, que começou a ser transmitida em Janeiro de 2013. A série é bem curtinha, dá para assistir em um dia, mas a vontade de “quero mais” custa a passar. A  próxima temporada já está sendo filmada e vai sair em breve.

O cenário é Lincolnshire, 1996. My mad fat diary é sobre Rae (Sharon Rooney), uma garota que acaba de sair hospital psiquiátrico (ela estava lá por distúrbio alimentar e por tentar se machucar) e tenta se adaptar a vida real enquanto dá continuidade ao tratamento. É uma querida, cada episódio que passa a gente se apega mais e dá uma vontade de ser amiga dela também, seu jeitinho pervertido de ser provoca muitas risadas.

A amiga de infância Chloe (Jodie Comer) a reencontrar sem saber das coisas que aconteceram nos últimos meses e a apresenta para sua nova turma de amigos,  “A Gangue”. Essa Chloe é uma daquelas personagens que provocam amor e ódio – em mim provocou mais ódio do que amor, rs – mas, o resto da turma compensa a chatice dela, todos eles são divertidos, fofos, únicos, fazem muitas loucuras e fazem bem pra Rae.

Dá pra shippar muito, não posso dar detalhes por que são só seis episódios e qualquer coisa que eu contar pode ser considerado spoiler, mas você vai vomitar arco-íris quando o casal estiver junto, é real, é de verdade e esse é o motivo de eu ter gostado tanto dessa série, ela mostra a realidade da adolescência, insatisfação com o corpo, ciúmes, gravidez na adolescência, drogas, festas, shows, primeiro porre…

No âmbito familiar a situação é mais complicada, a mãe da protagonista, Mrs. Earl (Claire Rushbrook), é louca, assim que a filha sai do hospital ela oferece chocolate, pelo amor de Deus! Sua filha estava internada por compulsão alimentar, se cortando por não aceitar o próprio corpo. Bom senso essa mãe não tem, fiquei chocada quando ela também ofereceu um cigarro, mas eu lembrei que a série se passa na Europa e os europeus fumam MUITO. Mrs. Earl namora com um rapaz que está no país ilegalmente e tem que viver escondido na casa delas.

Outra coisa super legal são os desenhos que ilustram as divagações da Rae:

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A série foi baseada no livro “My Fat, Mad Teenage Diary” e infelizmente não foi traduzido para a nossa língua por nenhuma editora.

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A série além de muito engraçada e divertida tem fotografia e trilha sonora excelente, então o que está esperando? Vá assistir agora! Os episódios podem ser encontrados legendados neste canal do YouTube.

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Resenha: Faça seu pedido

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 Autor: Mandy Hubbard

Editora: Gutenberg

ISBN: 9788565383738

Páginas: 296

Esse é um livro leve, combina com sessão da tarde nas férias. Dito isso, não espere nenhuma leitura tocante que vá transformar sua vida, porque essa não é a proposta.
Kayla é uma garota que tem os pais separados e um irmão meio distante, faz muito tempo que ela não vê o pai e a mãe trabalha -como organizadora de eventos e festas- muito para dar o melhor para os filhos, sua melhor amiga é a Nicole, que namora com o garoto que ela gosta -em defesa da Kayla, ela gostava dele primeiro!-. No aniversário de 16 anos, que tem a mesma importância do de 15 no Brasil, a protagonista pede que todos os seus desejos já feitos se realizem por que eles nunca se realizam. Imagina aí, tantos pedidos de aniversário essa garota já fez… pois é, quantidade suficiente pra não lembrar deles e essa é parte mais legal, a imprevisibilidade. Depois da festa de aniversário cada dia que passa, um pedido se realiza e é uma surpresa atrás da outra. Só que ainda dá pra ficar mais complicado, por que no aniversário de 15 anos ela desejou um beijo do Ben. Isso mesmo! O atual namorado da melhor amiga.
A estória se desenvolve somente em volta da personagem principal, os personagens secundários são poucos e não sabem o que está rolando, então o foco fica na descoberta dos pedidos a cada dia, o que é uma pena por que eu acho que seria ótimo viver os desejos de aniversário com a melhor amiga do lado.
Os acontecimentos são narrados em primeira pessoa e se preparem por que Kayla fica presa nos próprios probleminhas, completamente alheia a tudo que acontece com as pessoas ao seu redor, imatura, o que não tem problema por que ela cresce de acordo com os acontecimentos e é ótimo acompanhar o desenvolvimento de um personagem, muito atrapalhada, coisa que me deu um pouco de agonia durante a leitura, toda hora a garota derrubava alguma coisa, está sempre afastando as pessoas e tirando sarro de tudo, suas esquisitices me lembraram a Bea de Como dizer adeus em robô, mas ela descobre que as outras pessoas podem ser legais se tiverem a chance.
A Nicole ficou amiga dela por falta de opção, já que por ter o rosto cheio de espinha os colegas não a tratavam muito bem, mas os remédios começam a dar resultado e sem espinhas ela percebe que não precisa se prender a Kayla e pode fazer tudo o que sempre quis fazer na escola, só que por saber que a amiga tiraria sarro ela prefere não compartilhar o que pensa, coisa que vai afastando as duas aos poucos. O Ben é um fofo que tem tudo a ver com nossa anti-social, gostei muito dele! A mãe da protagonista é muito ausente, a filha claramente precisa dela, mas ela não parece prestar muita atenção no que é importante para os outros, talvez esse seja um defeito de família, haha. E tem uma outra personagem maravilhosa, a Ann, não posso falar muito sobre ela, mas é adorável e falou na cara da Kayla tudo o que eu tive vontade.

A autora soube conduzir bem o enredo dentro daquilo que foi proposto, a ideia geral é muito parecida com o filme 16 Desejos e eu inclusive fiquei esperando que aparecer um desejo igual ao do filme, mas foi tudo bem diferente. Houveram pontos que eu gostaria de ver explorados de forma mais profunda por que foram muito corridos, mas nada muito sério. A capa fofa com verniz localizado chama atenção e merece destaque como todas as capas da editora Gutenberg.

Quote:
A essa altura, já não me surpreendo com nada. Talvez haja um elefante com lacinho vermelho na garagem. Ou então o elenco todo de Crepúsculo está sentado naquelas cadeiras de diretor, prontos para uma entrevista exclusiva. Talvez meu irmão esteja vestido de picles gigante.

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Nota: 4/5

Entrevista: Lauren Kate – parte 02

A autora da série Fallen deu uma entrevista muito legal no dia 20 de Dezembro, contando sobre o filme e sua nova série. Traduzi para que quem tiver o interesse possa ler em português. A entrevista foi dividida em duas partes e como prometido aqui está a segunda. Espero que gostem.

Kate, Lauren

Algumas semanas atras nós tivemos um incrível chat ao vivo pelo Facebook com a Lauren Kate! Como prometido, aqui estão as perguntas dos fãs. O que ela está planejando a seguir com Teardrop? Quando as filmagens de Fallen começam? Se prepare para algumas grandes revelações…

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Entrevista: Lauren Kate – parte 01

A autora da série Fallen deu uma entrevista muito legal no dia 20 de Dezembro, contando sobre o filme e sua nova série. Traduzi para que quem tiver o interesse possa ler em português. A entrevista foi dividida em duas partes, então aguardem que em breve postarei o restante.

Kate, Lauren

Algumas semanas atras nós tivemos um incrível chat ao vivo pelo Facebook com a Lauren Kate! Como prometido, aqui estão as perguntas dos fãs. O que ela está planejando a seguir com Teardrop? Quando as filmagens de Fallen começam? Se prepare para algumas grandes revelações…

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Resenha: Deixe a neve cair

 

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Autores: John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle

Editora: Rocco

ISBN: 9788579801754

Páginas: 336

Deixe a neve cair é um livro dividido em três contos, cada um escrito por um autor. Eu costumo não gostar de contos, mas esses são interligados e no mesmo espaço/tempo o que torna a leitura MUITO interessante, tem vários easter eggs -coisa que eu particularmente adoro!- e tem em média 100 páginas cada, o que na minha opinião foi o suficiente pra desenvolver uma estória legal e não parecer corrido. Tudo se passa na época do natal – tinha data mais óbvia pra postar essa resenha? provavelmente não!- e com muita neve.
Acho que posso dizer que só comprei esse livro por causa do John Green, sou parte do público fiel dele *-*. Se não o conhecesse provavelmente acabaria comprando pela capa fofa e pelas outras autoras que são bem conceituadas por pessoas que já leram algum trabalho delas, o que não é o meu caso, então fora o conto do John Green eu não tinha muitas expectativas, por que como gosto literário difere bastante (já quebrei muito a cara por causa disso) prefiro tirar minhas conclusões em relação a um autor só depois de ter lido algo escrito por ele.

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O Expresso Jubileu – Maureen Johnson 4/5
Nesse conto a narrativa é em primeira pessoa, assim como nos outros dois. A personagem principal é a Jubileu que é meio inocente e tem um complexo com o nome – pelo amor de Deus, que tipo de nome é Jubileu?! -, ela namora um rapazinho popular chamado Noah, é um namoro estável e confortável. Na véspera de Natal os pais delas são presos – por um motivo muito legal! -, ela tem que deixar de lado tudo o que planejou para o primeiro natal que comemoraria com o namorado e embarcar num trem em direção a casa dos avós, na Flórida. Pelo menos essa era a intenção, só que a nevasca não colaborou e o trem acabou atolado em Gracetown e ela decide explorar a área indo à uma Waffle House onde encontra o Stuart, um garoto fofo que teve seu coração partido a pouco tempo e a faz questionar se esse namoro “seguro” é realmente o que aparenta. MUITO clichê, mas vale a pena se você não se importa com essas fórmulas de “garota sem graça namora garoto popular e não sabe o porquê até que um garoto que tenha tudo a ver com ela apareça e a faça sentir o que o outro não fez”, divertido e despretensioso, o famoso “remédio para ressaca literária”.

O Milagre da Torcida de Natal – John Green 4/5
Amo a narrativa divertida e fluída do John e esse conto foi como uma migalha… acabou muito rápido! É sobre Tobin e seus amigos JP e Duke que abandonam o plano natalino inicial que consistia em uma maratona de James Bond por uma corrida – lembrando que está nevando muito – até a Waffle House – uma lanchonete – local, com várias líderes de torcida – que saíram do mesmo trem da Jubileu! -. É muita loucura correr na nevasca pela diversão com as líderes de torcida, mas, ok. O enredo é previsível, mas se desenrola rapidamente. O Tobin é o personagem principal padrão do John Green, o JP é o melhor amigo do personagem principal padrão do John Green e a Duke – isso mesmo uma garota, mas Duke é só apelido – tem uma personalidade forte, como todas as personagens femininas de destaque do John Green, ou seja, os personagens parecem os mesmos de outros livros escritos por ele e por isso perdeu pontuação, mas é bem divertido.

O Santo Padroeiro dos Porcos – Lauren Myracle 3/5
Que personagem principal chata!!! Não aguentava mais tanta autopiedade. O nome da criatura é Addie e sim, ela conseguiu fazer tudo virar uma merda. Namorou o Jeb – ele também estava no trem da Jubileu -, traiu o Jeb, terminaram, está sofrendo pelo término, blá, blá, blá. As amigas Dorrie e Tegan tentam tira-la do fundo do poço, mas tudo o que recebem é comiseração e egoísmo, a chance que ela tem de provar pro mundo que nem sempre as coisas são sobre ela é pegando na hora certa o presente -um miniporco -, que ela e a Dorrie compraram para a Tegan, uma apaixonada por porcos. A loja onde o porco está fica próxima a Starbucks onde a criatura trabalha e mesmo assim a menina consegue fazer uma bagunça. Eu só curti mesmo as últimas páginas porque tem um super easter egg. Apesar da personagem principal ser do jeito que é, a coisa não ficou arrastada, mas eu só não dispensaria esse último conto por causa dos personagens dos outros contos.

No final todos tem lições de moral, seguem a mesma linha, a mesma proposta e são uma boa pedida em qualquer época do ano, mas principalmente enquanto o clima natalino ainda está presente.

Feliz Natal!